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Mensagem do Presidente

Janeiro de 2018

Mensagem do Presidente

Em Portugal, um dirigente de futebol soluçou e exigiu 80% de votos, confessou ser, com a sua família, recluso em casa, revelou ser extra terrestre (tem três olhos…) e a comunicação social deu-lhe todo o tempo de antena do mundo – um canal televisivo deu-lhe 50 minutos consecutivos de tempo de antena!

Em Portugal, vindo de Itália, um criador de alta-costura celebrou o seu aniversário entre nós, país que, não sendo exactamente da moda, está na moda, e tal foi motivo de notícia de telejornal numa estação de televisão, em horário nobre, com uns completos 10 minutos de exposição.

Em Portugal, temos um avião estacionado na pista 35 do Aeroporto de Lisboa (nem me atrevo a escrever Humberto Delgado, pois poderia ser uma provocação a tão distinta figura e Aviador) há um mês, fazendo com que esta mesma pista esteja fechada para o tráfego aéreo. Isto é coisa pouca e que não mereceu, até agora, qualquer interesse pelos media.

Em Portugal, encontrar uma opção duradoura e credível para o crescimento do tráfego aéreo em Lisboa, sem recorrer à utopia de um segundo aeroporto, em especial um que parece ter encontrado poiso numa península (só há uma opção mais complicada: colocar um aeroporto numa ilha...), é também coisa pouca e sem grande interesse para os media.

Em Portugal, saber o que realmente aconteceu com os fogos que deflagraram em Portugal, começando todos nós por fazermos uma reflexão sobre a (não) cultura de segurança do povo Português, em que impera ainda o pensamento de que o mal apenas acontece aos outros, parece pouco interessar, não é notícia, não dá share de audiência!

Continuemos alegremente nesta caminhada certeira para o próximo avião que tenha real e absoluta necessidade de aterrar na pista 35 de Lisboa, e esta esteja fechada por lá ter um avião estacionado, ou até que deflagre o próximo incêndio, e as matas se mantenham ainda por limpar.

Em Portugal, todos nós, tristemente, nascemos já com o futuro adiado! Logo, há que ter esperança num futuro que teima em chegar, pudera, pois este mesmo futuro parece estar fatalmente adiado!

Quem me dera que no que aqui exaro a razão se me escapasse por completo e o futuro que almejo para este país fosse já hoje e agora...

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